Algumas vezes, não é porque as crianças convivem em grupo, que isso significa que elas estejam de fato compartilahndo. E aprender a compartilhar é essencial, quem compartilhar sabe se colocar no lugar do outro, sente identificações e tem prazer em dividir o trabalho e a diversão.
Propor atividades coletivas é um primeiro passo rumo ao compartilhar. Ex. a classe inteira participa da pintura de um mural; uma vez por semana todos podem trocar os lanches trazidos de casa; o professor coloca guaches e massinhas sobre a mesa para que todos produzam trabalhinhos, etc.
Coordenar as relações entre os alunos com sensibilidade também faz parte da função do professor. Saber discernir uma situação ´que se resolverá naturalmente de uma em que é preciso interceder pode ser um desafio. Jeja algumas orientações:
1- Sentir-se excluída uma vez ou outra não constitui um drama para a criança. Mas sempre ser deixada de lado pelos coleguinhas pode lhe trazer sofrimento. Não deixe que um de seus alunos seja isolado repetidamente das brincadeiras. Desmanche panelinhasa se for preciso;
2- O mesmo funciona para ofensas e apelidos, tão comuns nas relações infantis. Deixe claro que não se deve taxar o colega. Questione o ofensor: "VOCÊ GOSTARIA DE SER TRATADO ASSIM?"
3- Intervenha em situações em que prevalece a lei do mais forte. ( Quando um rouba o brinquedo do outro)
Entre o início da socialização e a prática do compartilhar, há algumas etapas importantes para a intervenção do professor:crianças de 0 a 3 anos...
1- A principal relação da vida da criança é coma mãe, e ela não enxerga os outros ainda;
2- Percebe as outras pessoas, mas ainda tende a se entreter sozinha ou em dupla;
3- Já sente prazer em dividir. Inventa brincadeiras por si mesma, mas tam´bém convida os outros para brincar..."VOCÊ QUER BRINCAR DA MINHA BRINCADEIRA?
4- Começa de fato a compartilhar e se divertir em grupo.
Jogos cooperativos contribuem para a formação de um ser humano solidário e consciente. A escola muitas vezes sem perceber, valoriza a vitória e os resultados no ligar da qualidade e do progresso. Essa tendência estimula nos alunos posturas competitivas, que podem acabar sendo reproduzidas durante toda a vida: rivalidade, exploração de seus semelhantes, falta de solidariedade, exclusão, violência, etc.
No processo de aprendizagem, a competição gera o medo de falhar, reduzindo assim, a expressão de capacidades e o desenvolvimento da criança. Um ambiente competitivo aumenta a tensão e a frustração e pode desencadear a agressividade.Aplicar jogos cooperativos ajuda essa propensão, uma vez que, neles, os alunos jogam uns com os outros e não uns contra os outros, participando ativamente do processo de construção do conhecimento.
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